Quinta-feira, 1 de Maio de 2008

Sísifo e o Dharma

Sísifo é um personagem da mitologia grega que não respeitava os deuses. Os deuses castigaram-no obrigando-o a empurrar uma enorme pedra morro acima. Toda vez que Sísifo estava perto do topo do morro, a pedra caía de volta e todo trabalho recomeçava. Parece um personagem de Kafka, enredado por coisas que fogem ao seu controle, e sem escapatória.
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Tal qual Sísifo rolando a pedra acima, assim se parece o Dharma à primeira vista. Assim se sentem os espiritualitas, buscando pelo Sagrado e encontrando barreiras intransponíveis quando chegam perto. Como Sísifo, o espiritualista volta à planície, só para recomeçar o trabalho. O problema todo reside no fato de que não há Dharma no topo do monte. O Dharma deve ser encontrado no ato de rolar a pedra acima. O Dharma se encontra no suor do rosto, nos calos das mãos, no vento soprando pelo rosto de Sísifo. Quando Sísifo souber ver o Dharma nestas coisas, já não estará à procura do Dharma, ele viverá o próprio Dharma.
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(me inspirei em Camus para escrever este texto)

Quinta-feira, 3 de Abril de 2008

Reflexões

Num imenso lago me atirei
e muitas vezes me pergunto em que parte dele me encontro!
Porque margem não mais vejo,
há muito que se perdeu,
Os continentes se moveram
e ao ponto de partida é impossível voltar,
De um jeito que a única esperança é a de novas terras encontrar.

Quarta-feira, 19 de Março de 2008

Seguir o Universo e o livre arbítrio

O Universo deu o livre arbítrio ao ser humano. Mas sempre há um caminho mais produtivo em meio a diversas rotas. Seguir o Caminho do Universo (o Tao) é seguir o caminho mais funcional que o Universo nos apresenta. E como saber se determinado caminho é "o Caminho"? A árvore se faz conhecer pelos seus frutos. Rotas que nos trazem felicidade e amplitude de consciência, isso é o Caminho do Universo. O mais incrível é descobrir que o Caminho é justamente usar o livre arbítrio para abrir mão do livre arbítrio. E isto é liberdade. Santo Agostinho disse: "Sou livre, por isso não peco mais". Pensem nisto: a verdadeira liberdade está no desapego à liberdade. Vivamos na prática o que Santo Agostinho viveu, entrar em comunhão com o Universo e ser totalmente livre. Esse é o recado de hoje.

Quarta-feira, 12 de Março de 2008

Reiki

Nos últimos anos muita coisa tem sido dita sobre o que é Reiki, e eu resolvi dar minha contribuição aqui, através de minha experiência. Eu aprendi que o Reiki era a própria energia cósmica universal em estado puro. Difícil aceitar, visto que quanto mais puras as energias, mais difícil de ancorar no corpo físico - é só vermos a luz do Sol, o maior revigorante natural que temos, mas que em excesso detona a estrutura física... De outro lado, os detratores do Reiki comparam-no a passes espíritas, benzeduras, pranaterapia, etc. E, nitidamente, se percebe que tais opiniões vêm de pessoas com pouquíssima experiência em Reiki, mas muito "pré-conceito". Através de minha experiência pessoal, posso dizer que o Reiki não é bioenergia. Reiki é uma determinada faixa vibracional existente no Universo, dentre muitas faixas. Esta faixa vibracional é extremamente sutil, e não é proveniente deste planeta. Seus efeitos são observáveis a curto e a médio prazo, trazendo desobstrução de energias densas no corpo físico e sutilização do corpo físico; efeitos esses que são mais ou menos presentes conforme a frequência de uso. Muito ainda será descoberto no Reiki, e quanto menos "pré-conceitos" existirem, mais informações reais e menos fantasias chegarão a nós.

Segunda-feira, 3 de Março de 2008

A Espiritualidade é Alegre

Este é um pequeno recado em tamanho, mas ENORME em importância. Pessoal, hoje estou aqui para dizer que a espiritualidade é alegre! Sou instrutor de Reiki, e quantas vezes torceram o nariz para mim por eu não apresentar aquela aura de seriedade que esperavam de mim. Não entenderam que o verdadeiro espiritualista deve estar de bem consigo, alegre. O espiritualista sabe ver que este mundo é um teatro, é maya, a ilusão. Para que levar tudo tão a sério. A grande arte é não apenas rir, mas rir de si mesmo? Quantos de vocês sabem rir de si mesmos, dos seus próprios problemas? Quantas tolices sem sentido cometemos, as quais seriam cômicas se ocorressem com outras pessoas - pensem nisso! Viver na espiritualidade é viver na alegria! E dizer que os outros riem falsamente muitas vezes é apenas uma couraça para quem não consegue sorrir. Amigo, leia este artigo, pense em todos os absurdos que você já fez, e como aprendeu com eles, e... SORRIA!

Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2008

O Buddhadharma que eu sigo * :-)

O que é o Dharma? Palavra proveniente do sânscrito, em seu sentido mais filosófico é traduzida como Verdade, Lei Eterna. Também significa a doutrina de um Mestre. Por isso, ao invés de budismo, o termo mais exato para designar o caminho de Buddha é Buddhadharma (o dharma pregado pelo Buddha). Podemos falar de um Buddhadharma relativo e um absoluto. O relativo foi aquele pregado por um ser muito elevado em consciência, conhecido como Buddha Shakyamuni, há 2500 anos, na antiga Índia. Shakyamuni traduziu a sua experiência mística em palavras que fossem compreensíveis para um povo específico, num momento específico da história. Isto é o Buddhadharma relativo. Mas o cerne da sua experiência está para além do tempo, é a Verdade, a Lei Universal, o Princípio que rege o Universo. Isto é o Buddhadharma absoluto, que transcende tempo, espaço e dogmas. E é neste sentido que eu me defino como budista, como seguidor do Buddhadharma. Como alguém que busca seguir o curso do rio, o equilíbrio universal, o Dharma!